terça-feira, 20 de dezembro de 2011

CHEGADA EM JOINVILLE.

CHEGADA EM JOINVILLE.

João

Sou Sergio uma pessoa muito comunicativa, mas! Ao chegar a Joinville me deparei com algumas situações muito difíceis. Não foi fácil me adaptar na cidade para manter minha família, tive que desempenhar muitas funções. Trabalhei no aeroporto, como vendedor e fazia bicos para complementar a renda. Viva de trabalhador é muito difícil, mas o que queria mesmo era trabalhar na minha área, sou metalúrgico, mas não tenho curso técnico na área, o que dificultava a minha entrada no mercado de trabalho na metalurgia. Depois de muito procurar, e outras muitas negativas consegui uma oportunidade para fazer um teste para a Metalúrgica Ciser, passei no teste em 2º lugar e comecei então a trabalhar.
Trabalhar na Ciser foi uma conquista importante porque estava retornando para minha área de trabalho, mas o melhor ainda estava por vir. Na empresa quase ninguém falava sobre o sindicato, mas ainda sim conseguia uma e outra informação e fui me envolvendo com os companheiros que militavam. A pessoa chave dentro da fábrica nesse processo de aproximação foi o companheiro Tião Schmidt que me deu algumas informações e depois de um tempo me convidou para ir a uma reunião sobre Participação de resultados e lucros e a partir desse momento meu interesse aumentou ainda mais. Comecei então a participar das atividades do sindicato para tentar entender a política de Joinville e as lutas de alguns companheiros que muitas vezes não tinham reconhecimento entre os companheiros de trabalho. Só luta quem tem sonhos de uma vida melhor não só pra si mesmo, mas para todos e isso me incentivou a participar também.
Fui a alguma reunião de campanha salarial e conheci mais companheiros da luta e comecei a freqüentar o sindicato, fui convidado a fazer um curso de informática e comunicação.
No primeiro dia ao se apresentar vários companheiro de vários lugares foi legal e divertido, logo a pós foi feito uma dinâmica na parede o mapa do Brasil estava curioso pra saber e finalmente era para fazer começou cada um tinha que falar da sua trajetória de vida, de onde veio, e as sua difilcudade, sabendo que a luta continua, muitas vezes nós pensamos que sofremos muito ate que conhecemos a dificuldades dos outros que dor que sofrimento, mas sabemos sem luta não a vitória a conquistar. No decorrer do curso por surpresa e conhecimento de lutas sofrimento de conquista que hoje desfrutamos, através de filmes e relatos e trabalhos sobre a luta por salário digno e uma vida melhor. Mas assistir no curso o filme do lula foi uma coisa que me marcou profundamente, uma historia da conquista e sofrimento. Como de tantos outros trabalhadores e trabalhadoras, que nem ouvimos falar que geralmente lutam no anonimato. Um pouco dessa historia de luta eu aprendi ao longo do curso. Ele que me deu conhecimento para poder lutar por ideal de passar as pessoas que não conhecem essa historia de luta por direitos, dignidade e uma vida descente.

Luta de um operário

Luta de um operário


Aos 18 anos de idade era sua segunda tentativa de mudar de vida, procurar seu próprio destino, ir em busca de oportunidade longe de sua terra. Pois seus sonhos de agricultor foram arrasados pela política de um governo que defendia o latifundiário e não incentiva o pequeno agricultor e suas famílias á permanecerem no campo.
Isso aconteceu em janeiro do ano 2000 no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso do partido dos tucanos PSDB, com a com ligação do PFL e parte do PMDB. Jamais ele esquecera esse tempo de sofrimentos e tristeza de sua família por não poder seguir no ramo de seus descendentes ancestrais, com o sonho de agricultor arrancado de si. A saída foi migrar para cidade em busca de emprego na indústria, chegando à cidade a adaptação não foi nada fácil assim como também foi um desafio arrumar um emprego. A situação não era muito diferente do campo faltava vagas sobravam mão de obra não possuía nenhuma profissão ou qualificação a saída foi aceitar uma vaga em uma empresa do ramo plástico de nome Sintex ltda. fabricante de chuveiros, torneiras elétricas armários de banheiro e outros componentes desse gênero. Foi então nesse momento que aconteceu a grande sacada de sua vida onde abriram os horizontes através de um colega de trabalho que o informou sobre escola SENAI onde oferecia curso profissionalizantes onde fez seu primeiro curso, foi de torneiro e fresador mecânico convencional. Muito animado continuou a fazer cursos seguida fez curso técnico na área de ferramentarria e conseguiu uma vaga na Tupy uma grande empresa no ramo metalúrgico. Trabalhou no setor de usinagem de produção onde ficou 4 anos e foi promovido para setor de usinagem de manutenção na função de torneiro mecânico e esta a 9 anos e meio na empresa.
Desde o primeiro dia de trabalho e sócio do sindicato dos metalúrgicos de Joinville, pois desde pequeno aprendeu com seu pai que sindicatos filiados a CUT estão comprometidos com a defesa dos trabalhadores e organização da classe para lutarem por melhores condições de trabalho, segurança, salário e etc.
Hoje ele esta comprometido com classe trabalhadora para ajudar a defender nossos direitos. Buscando informações que possam ajudar nessa luta através de curso oferecida por esta entidade.
Vamos à luta companheiros e companheiras.....

História de um vencedor

Companheiros (as) neste Mes de Dezembro estaremos publicando texto que foram escritos pelos trabalhadores metalúrgicos que concluiram seu curso de comunicação social no dia 17 de Dezembro. arabens a todos os companheiros boa leitura.

História de um vencedor


Francisco Mateus Amaral

A história relatada nesse texto é de um amigo especial e por esse motivo não será revelada sua identidade, dando-lhe o nome de Zé. Era por volta do ano 2001, quando Zé resolve mudar de cidade, pois com seus 20 anos de idade na flor de sua juventude e com uma vida inteira pela frente, percebe que a pacata e belíssima cidade onde morava tinha pouco a lhe oferecer, pois sabia que tinha muito para descobrir nesse mundão a fora. Foi ai que Zé arruma suas malas e parte rumo ao estado de Santa Catarina mais precisamente em Joinville.
Alguns meses se passaram e o Zé encontra uma bela moça com quem se casaria mais tarde e que desse casamento surgiria quatro belos frutos, dois casal de gêmeos os quais só lhe deram alegria, bem, mas essa historia, eu conto em outra oportunidade.
Zé, nessa cidade, começa a trabalhar em uma grande empresa no ramo metalúrgico, e como todas as pessoas ele também tem sonhos de crescer e subir de cargo, e com esse objetivo começa a se destacar dos outros funcionários, porem seu chefe o senhor Carvalho o vê como uma ameaça, pois da maneira com que Zé se destacava seria uma forte concorrência e o senhor Carvalho não queria nenhuma pedra em seu caminho e foi tratando de dar um jeito de derrubar sua concorrência, a primeira coisa que pensou em fazer foi sabotar a maquina que Zé trabalhava, Carvalho sabia o que estava fazendo, pois deu um grande furo na quantidade de peças que o Zé tinha fabricado sem saber do feito a culpa recai sobre ele. Em outra oportunidade onde ia ser feito um balanço de fim de ano e que era de fundamental importância a presença do Zé na empresa, pois ele era responsável pelos dados da produção que estava em seu computador o qual só ele tinha acesso por conta da senha ser pessoal e novamente Carvalho entra em ação e pede para Mara, pessoa de sua confiança ligar para o Zé dizendo para que ele não viesse para a empresa, pois o balanço tinha sido cancelado e nesse dia seria hora extra, e na sua ingenuidade Zé acredita porem a pessoa que ligou não se identificou, e esse foi o ponto final para Zé que desconfia de Carvalho, dois meses se passaram e Carvalho pega férias é onde Zé vê a oportunidade de mostrar sua inocência e começa a dar a volta por cima da situação convencendo Adão, seu gerente, porém não fala nada sobre Carvalho, pois não tinha prova. Carvalho fica afastado da empresa por oito meses por motivos de saúde é onde Zé ganha a confiança de Adão o qual acaba por promover Zé como supervisor.
Ao retornar ao trabalho Carvalho se depara com a situação e inconformado pede demissão porem não é demitido e sim transferido para outro setor, continuando com o mesmo cargo. Já o Zé depois de 2anos é promovido à gerente
Essa história nos deixa claro que quem pisa em outras pessoas para subir de cargo ou mesmo para proteger seu estatus pode estar entrando em um caminho sem volta. Portanto vamos ser nós mesmos e no final tudo da certo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A ARTE DA TOLERÂNCIA

Tolerância é a capacidade de aceitar o diferente. Não confundir com o divergente.

Intolerância é não suportar a pluralidade de opiniões e posições, crenças e idéias, como se a verdade fizesse morada em mim e todos devessembuscar a luz sob o meu teto.

Conta a parábola que um pregador reuniu milhares de chineses para pregar-lhes a verdade. Ao final do sermão, em vez de aplausos houve um grande silêncio.

Até que uma voz se levantou ao fundo: "O que o senhor disse não é a verdade". O pregador indignou-se: "Como não é verdade? Eu anunciei o que foi revelado pelos céus!"

O objetante retrucou: "Existem três verdades. A do senhor, a minha e a verdade verdadeira. Nós dois, juntos, devemos buscar a verdade verdadeira".

Só os intolerantes se julgam donos da verdade. Assim ocorre com Milosevic, ao manter-se intransigente e não admitir os direitos dos kosovares, e com Clinton, ao decidir que seus mísseis são o melhor argumento para convencer o mundo de que a Casa Branca tem sempre razão.

Todo intolerante é um inseguro. Por isso, aferra-se a seus caprichos como um náufrago à tábua que o mantém à tona.

Ele não é capaz de ver o outro como outro. A seus olhos, o outro é um concorrente, um inimigo ou, como diz um personagem de Sartre, "o inferno". Ou um potencial discípulo que deve acatardocilmente suas opiniões.

O tolerante evita colonizar a consciência alheia. Admite que, da verdade, ele apreende apenas alguns fragmentos, e que ela só pode ser alcançada por esforço comunitário. Reconhece no outro a alteridade radical, singular, que jamais deve ser negada.

Pode-se aplicar ao tolerante o perfil descrito por São Paulo no Hino ao Amor da 1ª carta aos Coríntios (13, 4-7): "é paciente e prestativo, não é invejoso nem ostenta, não se incha de orgulho e nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita nem guarda rancor. Não se alegra com a injustiça e se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

Ser tolerante não significa ser bobo. Tolerância não é sinônimo de tolice.

O tolerante não desata tempestade em copo d’água, não troca o atacado pelo varejo, não gasta saliva com quem não vale um cuspe.

Ele jamais cede quando se trata de defender a justiça, a dignidade e a honra, bem como o direito de cada um ter seus princípios e agir conforme sua consciência, desde que isso não resulte em opressão ou exclusão, humilhação ou morte.

Das intolerâncias, a mais repugnante é a religiosa, pois divide o que Deus uniu.

Quem somos nós para, em nome de Deus, decretar se esses são os eleitos e, aqueles, os condenados?

Só o amor torna um coração verdadeiramente tolerante. Porque quem ama não contabiliza ações e reações do ser amado e faz da sua vida, um gesto de doação.


Frei Beto

domingo, 4 de dezembro de 2011

TERCEIRO ENCONTRO DOS METALURGICOS

No dia 3 de Dezembro ( Sábado) realizamos o terceiro encontro dos Metalurgicos, neste ano foi realizado no Centro Eventos. Mais de 3000 metalúrgicos e seus familiares participaram do encontro. tendo como debate os desafios dos metalúrgicos para 2012. Entre os desafios teremos:Negociações salariais, mais segurança nos locais de trabalho em busca de melhores condições nos ambientes de trabalho, participação nos lucros e resultados iguais a todos os trabalhadores, e as eleições sindicais.Os Metalúrgicos e seus familiares presentes ouviram atentamente as manifestações dos dirigentes sindicais, após foram feitos os sorteios dos premios que foram ganhos por trabalhadores da TUPY, DOCOL, SCHULZ, CISER, WETZEL, também cada metalúrgico presente no evente foi presenteado com uma camiseta e uma revista em comemoração dos 80 anos do sindicato, além de um folder com a foto da futura sede recreativa dos metalúrgicos que estamos construindo no bairro Boa vista ao lado da Sub-Sede. A todos os companheiros (as) e seus familiares para prestigiaram mais este evento nossos agradecimentos.
a diretoria